segunda-feira, 5 de maio de 2008

Renascer

Renasce das cinzas meu poema, como a fênix
Renasce e revela ao mundo as suas cores
mesmo que sejam elas assim mesmo
monocromáticas e sem graça
mesmo que não tenham dourado,
mesmo que da fênix mesmo
só tenha sobrado o pó

Mas recubra-se de verdade
sem absolutismos e sem soberba
mas também sem falsa modéstia e fingida humildade
seja apenas o que é...
sem temer ser
sem desrespeitar ninguém
principalmente a si mesmo

Sem sorrisos rasgados com certeza...
talvez um luzir apenas... de relance
Uma leve insunuação de alegria nos lábios

Sem mistérios profundos ou segredos profanos
Mas sem desvendar-se por inteiro porque...
teus mistérios encantam
eu sei...

Renascem do pó, das cinzas minhas palavras...
Como labirinto guiem meus passos
Incertezas... questionamentos...
Planos vagos...

Renascendo em mim...
o que eu nem lembrava existir...
Procurando encontrar,
algo ainda não perdido, algo ainda não possuído

Fortuitamente estendo os braços
Na esperança vaga de que
possa estar em meus versos
As perguntas que não ouso ou não sei fazer
e as respostas que um dia...
espero encontrar
quando por fim
renascer em mim
a coragem de sofre e a vontade de sonhar

Ceres Xisto

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